02/10/2013

Museólogo e Não-Museólogo Qual é o melhor gestor de museu?


Resumo




SILVA, Júlia Algustoni. GESTORES MUSEOLÓGICOS E GESTORES NÃO-MUSEOLÓGICOS: uma análise para além da paixão em museus. Porto Alegre, UFRGS, 2012, 72 p.

Esta pesquisa tem o intuito de analisar a gestão de museus no panorama geral do país com foco no Rio Grande do Sul. Aponta como os gestores de museus do Rio Grande do Sul estão exercendo esta atividade na contemporaneidade. Procura saber se entre museólogos e não museólogos há um mais capacitado para a gestão de museus ou se o bom trabalho nessas instituições ocorre independente da formação do gestor. Tenta traçar um perfil do modo de gestão de museus da atualidade a partir de literaturas específicas e entrevistas com diretores. Procura as exigências mínimas para a atuação nessa área. Analisa a atuação dos museólogos em quatro instituições museológicas. Aborda também a necessidade de enfoque do curso de museologia na área administrativa, a qual tem sido pouco contemplada atualmente. A pesquisa ainda ressalta que atualmente são 14 cursos de museologia no Brasil, dentre as disciplinas ministradas nesse curso são apenas 12 que possuem “gestão” em seu nome, e 18 relacionados com o tema. Isso é apontado por dados retirados do site do IBRAM em 2009. Em outro aspecto, os pilares e métodos de obtenção das informações para a realização do trabalho foram embasados em quatro tópicos: Gestão de Museus e Gestores, Museologia e Gestão, Sua Gestão e Fatores externos. Partindo desses pilares, a autora realiza uma pesquisa qualitativa com quatro indivíduos, os quais foram ou são gestores de museus situados no estado do Rio Grande do Sul. Através de entrevistas ou correspondência, eles trocaram informações, responderam um questionário baseado em um roteiro que segue os quatro pilares já mencionados aqui. Logo pode-se notar no trabalho que a área desse profissional é ampla e depende de sua boa vontade e determinação para que desempenhe seu papel na instituição corretamente. Os entrevistados intitulados como não museólogos concluem que é de fundamental importância que o museólogo exerça esse papel, pois é o mais preparado. Por outro lado, os museólogos já vão além, enfatizando que se deve ter um profissional da área de administração auxiliando nas tomadas de decisões. Concluindo, os estudos realizados nessa área devem privilegiar a administração com enfoque nos museus. Muitos dos problemas enfrentados nas instituições são a falta de recursos que impede a execução de projetos idealizados pelos gestores e também a falta da mão de obra especializada, fazendo com que o gestor supere as adversidades. Enfatiza ainda que o curso no estado ainda é muito novo, mas que a gestão de museus deve ser trabalhada no currículo do aluno. Ressalta também que pelo caráter multidisciplinar do curso de grande ênfase dos entrevistados na necessidade de se ter um profissional da área de administrativa no grupo de gestão do museu. Logo, o autor não afirma qual gestor seria o mais indicado para o cargo, sendo que as duas partes são necessárias e podem contribuir na gestão do museu.




Palavras-chave: Museologia, Gestão, Gestão de Museus. Gestores.

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