Resumo
SILVA,
Júlia Algustoni. GESTORES MUSEOLÓGICOS E
GESTORES NÃO-MUSEOLÓGICOS: uma análise para além da paixão em museus. Porto
Alegre, UFRGS, 2012, 72 p.
Esta
pesquisa tem o intuito de analisar a gestão de museus no panorama geral do país
com foco no Rio Grande do Sul. Aponta como os gestores de museus do Rio Grande
do Sul estão exercendo esta atividade na contemporaneidade. Procura saber se entre
museólogos e não museólogos há um mais capacitado para a gestão de museus ou se
o bom trabalho nessas instituições ocorre independente da formação do gestor.
Tenta traçar um perfil do modo de gestão de museus da atualidade a partir de
literaturas específicas e entrevistas com diretores. Procura as exigências
mínimas para a atuação nessa área. Analisa a atuação dos museólogos em quatro
instituições museológicas. Aborda também a necessidade de enfoque do curso de
museologia na área administrativa, a qual tem sido pouco contemplada atualmente.
A pesquisa ainda ressalta que atualmente são 14 cursos de museologia no Brasil,
dentre as disciplinas ministradas nesse curso são apenas 12 que possuem
“gestão” em seu nome, e 18 relacionados com o tema. Isso é apontado por dados
retirados do site do IBRAM em 2009. Em outro aspecto, os pilares e métodos de
obtenção das informações para a realização do trabalho foram embasados em
quatro tópicos: Gestão de Museus e Gestores, Museologia e Gestão, Sua Gestão e
Fatores externos. Partindo desses pilares, a autora realiza uma pesquisa
qualitativa com quatro indivíduos, os quais foram ou são gestores de museus
situados no estado do Rio Grande do Sul. Através de entrevistas ou
correspondência, eles trocaram informações, responderam um questionário baseado
em um roteiro que segue os quatro pilares já mencionados aqui. Logo pode-se
notar no trabalho que a área desse profissional é ampla e depende de sua boa
vontade e determinação para que desempenhe seu papel na instituição
corretamente. Os entrevistados intitulados como não museólogos concluem que é
de fundamental importância que o museólogo exerça esse papel, pois é o mais
preparado. Por outro lado, os museólogos já vão além, enfatizando que se deve
ter um profissional da área de administração auxiliando nas tomadas de
decisões. Concluindo, os estudos realizados nessa área devem privilegiar a
administração com enfoque nos museus. Muitos dos problemas enfrentados nas
instituições são a falta de recursos que impede a execução de projetos
idealizados pelos gestores e também a falta da mão de obra especializada,
fazendo com que o gestor supere as adversidades. Enfatiza ainda que o curso no
estado ainda é muito novo, mas que a gestão de museus deve ser trabalhada no
currículo do aluno. Ressalta também que pelo caráter multidisciplinar do curso
de grande ênfase dos entrevistados na necessidade de se ter um profissional da
área de administrativa no grupo de gestão do museu. Logo, o autor não afirma
qual gestor seria o mais indicado para o cargo, sendo que as duas partes são
necessárias e podem contribuir na gestão do museu.
Palavras-chave: Museologia,
Gestão, Gestão de
Museus. Gestores.
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