Museu Museum 博物館(Bówùguǎn) musée 박물관 թանգարան музей muziejus safnið музеј संग्रहालय მუზეუმი bảo tàng ವಸ್ತು музей muuseum متحف museo թանգարան muzey
12/12/2013
Alices: Cenários de Vida e Arte
Na ultima quinta feira a turma da Museologia no Mundo Contemporâneo realizou uma visitação à exposição das "Alices: Cenários de Vida e Arte" que ocorre no Museu da UFRGS.
Estive na inalguração dessa exposição que por sinal está muito boa, tão boa que até foi prorrogada para o dia 14 de fevereiro de 2014.
Esta exposição inalgurou no dia 6 de novembro em parceria inédita com os alunos de Museologia da UFRGS. Narra a tragetória das artistas plásticas Alice Brueggemann e Alice Soares, do Instituto de Artes
A visitação é de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, com entrada franca.
23/11/2013
Criatividade nas exposições MUNDO CONTEMPORÂNEO
Olá pessoal, já estamos chegando no final do semestre e a galera está muito empolgada com a exposição que está ocorrendo em Brasilia.
Acho que trazer um pouquinho sobre essa exposição é valido, uma vez que nosso dever agora é contextualizar as exposições que futuramente trabalharemos como museólogos em um mundo contemporâneo.
A ideia partiu de uma amiga que conheci no VI ENEMU. Andressa Araújo teve a ideia de montar uma exposição a respeito de relacionamentos que não deram certo e qual a sua relação com os objetos que nos remetem as memórias de tal ocorrido.
Essa exposição também tem bastante a ver com o que estudamos com a professora Lizete na disciplina de Informação e Memória Social. Vimos a relação que os objetos tem com relação as memórias. Os dois autores que posso trazer aqui são POMIAN o qual discorre a respeito da importância do objeto no processo de preservação da memória e IZQUIERDO o qual fala sobre as relações das emoções e sentimentos que temos em determinadas experiencias e que dependendo das intensidade destas nos recordaremos com mais facilidade.
A partir da salvaguarda de objetos se faz possível preservar memórias. A preservação de relíquias, fragmentos de um ser ou um objeto possibilita ser transmitido de indivíduo para indivíduo, assim se fazendo a transmissão das memórias. Em muitas épocas, alguns objetos foram criados com esse propósito: uma coroa, uma tela, um livro (POMIAN, 2000, P. 508).
"as memórias são fruto do que alguma vez percebemos ou sentimos”(IZQUIERDO, 1987).
Já essa trado esse recorte pois acho interessante pensarmos em exposições inovadoras e que atraiam a atenção do público. Acredito que seja esse o papel das exposições contemporâneas, conseguindo trazer conhecimento para o visitante e ao mesmo tempo servindo como um entretenimento.
Mas voltando à exposição, os objetos expostos são de pessoas que já sofreram com o amor e quiseram dar o seu depoimento ou doar algum objeto com relação ao seu ex-amor.
O PROJETO
O amor é sempre um tema que desperta interesse tanto quanto o término de um relacionamento, por isso essa é uma temática de interesse geral, que trata de relações íntimas e memórias pessoais, mas que ao mesmo tempo anseia ser compartilhada.
A exposição pretende atingir um público específico dentro da Universidade de Brasília, pois é possível perceber que cada término, por mais particular que seja, possui características a qual todos podem se identificar, afinal de contas, quem nunca sofreu por amor?! Sendo assim, o término de relacionamentos amorosos foi escolhido como objeto de estudo dos alunos da disciplina Museologia e Comunicação IV da Universidade de Brasília. Inspirados no museu Croata Museum of Broken Relationships, a ideia da exposição é falar sobre os términos de relacionamentos afetivos, como as pessoas lidam com o fim do relacionamento e como elas simbolizam esse fim em objetos e relatos. É bem possível que você se reconheça em algumas histórias, reflita e tenha várias sensações no decorrer da exposição.
PROGRAMAÇÃO
20/11 – Abertura com as performances
"Nós Marilias" por Nadja Dulci e "Pedaço" por JP Souza
21/11 – 13:00 Debate “A separação e os conflitos de gêneros”
Nadja Dulci – atriz, produtora cultural, arte educadora
Luana Ferreira – historiadora, produtora cultural e arte educadora
Dra. Tatiane Lionço - Doutora em Psicologia, ativista feminista e membro fundadora da Cia. Revolucionária Triângulo Rosa
22/11 14:00 “Vamos conversar? A experiência de um psicoterapeuta em processos de separação”
Ms. Aroldo Ferreira Mendes
26/11 14:00 Debate com os diretores dos filmes expostos
Ig Uractan Freitas Carvalho – Paixão traduzida”
Pedro Beiler – “Somos todos inocentes”
Vinícius Fernandes – “Pelo Caminho"
Maurício Chades – “Um copo d’água”
O link abaixo é de uma matéria a respeito da exposição que saiu na rede Globo:
E para mais informações acessem o site da exposição:
Gostaria que os colegas de classe que visitarem o blog por favor deixem algum comentário para que possamos discutir a respeito de exposições na atualidade e qual a sua significância para os visitantes.
22/11/2013
Visita ao Museu da PUC-RS
| Turma de Museologia da disciplina Museologia no Mundo Contemporâneo |
No dia 21 de novembro de 2013 a turma de Museologia no Mundo Contemporâneo realizou uma visita aos "bastidores" do Museu de Ciências e Tecnologia da PUC.
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| Mascote do Museu da PUCRS |
Vimos a preocupação de quem está montando uma exposição para esse tipo de museu, problematizando o tema que tem que ser relacionada com ciências e ao mesmo tempo deve proporcionar uma interessante e agradável visita.
Também discutimos a relação de conservação de material biológico para pesquisas. A importância de exemplares de animais conservados e como eles são preservados cuidadosamente se tornando um suporte de informações. Outro dado informado na visita é que 80% do público são estudantes, mais especificamente escolas que realizam tais visitas.
Acredito que vale ressaltar um recorte do texto da disciplina de Estudo de públicos onde discorremos sobre o uma pesquisa onde foram analisados museus onde um deles era um museu interativo.
Famílias e exposições interativas
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| Science Museum of London |
Por exemplo, um aparato interativo que só possa ser usado por uma única pessoa não encoraja interações sociais, ao passo que um aparato que possa ser plenamente manuseado por várias pessoas ao mesmo tempo proporciona oportunidades para o intercâmbio social. Os resultados da pesquisa sugerem que as exposições interativas podem chamar e manter a atenção do visitante, algo que é considerado um componente importante da aprendizagem (Dierking, 1987; Dierking & Falk, 1994).
Logo percebe-se a preocupação com esse tipo de exposição e a sua importância para os visitantes, visto que essa pode proporcionar uma boa experiência museológica.

No final da visita tivemos o privilégio de entrar em algumas salas onde são guardados os acervos que não estão em exposição. Reserva técnica. Uhul!!
Uma dessas salas que chamou a atenção de nosso amigo Eduardo foi a das aranhas.
Assim fomos guiados por um dos pesquisadores dessa área onde ele esclareceu algumas dúvidas à respeito das CERDAS das aranhas.
Para finalizar deixo aqui um vídeo do site Conhecendo Museus, onde quem tiver curiosidade para visitar o Museu de Ciências e Tecnologia da PUC pode ter uma prévia aqui.
CONHECENDO MUSEUS-MUSEU DA PUCRS
O museu está situado na Av. Ipiranga, 6681 Partenon prédio 40, Porto Alegre.
Qualquer informação acesse o site:
REFERÊNCIAS
STUDART, Denise C. Famílias, exposições interativas, e ambientes motivadores em museus: o que dizem as pesquisas? In: Avaliação e Estudos de Público de Museus e Centros de Ciência – Caderno do Museu da Vida. Rio de Janeiro: Museu da Vida/FIOCRUZ, 2003, p. 33-42.
STUDART, Denise C. Famílias, exposições interativas, e ambientes motivadores em museus: o que dizem as pesquisas? In: Avaliação e Estudos de Público de Museus e Centros de Ciência – Caderno do Museu da Vida. Rio de Janeiro: Museu da Vida/FIOCRUZ, 2003, p. 33-42.
13/11/2013
APLICAÇÃO DE FERRAMENTAS DIGITAIS: A interação dos museus em espaços virtuais
Na contemporaneidade os espaços museológicos
cada vez mais fazem o uso de invenções tecnológicas. A internet é uma delas e
se faz presente na vida da grande maioria das pessoas. Facebook, Twitter,
WhatsApp, Skype, e uma série de outros programas e aplicativos, tornam a
comunicação muito rápida e fácil.
As plataformas online são poderosas
ferramentas de contato com o público. Assim, o museu se torna mais acessível
utilizando essa “ponte cibernética” para chegar ter essa interação. Meios de
interação que não são proporcionados nas instituições museológicas podem ser
disponibilizados nas plataformas como um meio de se atrair a curiosidade e
colocar o museu em voga.
Dessa forma, se faz necessário um espaço que seja de fácil acesso e intuitivo.
Também vale ressaltar que o mesmo deve possuir informações úteis aos visitantes
e ser de fácil navegação.
Ver algo como o horário
de início e encerramento das atividades da instituição já é algo que polpa
tempo dos visitantes, uma vez que sem essas ferramentas, o visitante seria
obrigado a obter essas informações de um meio mais convencional demandando mais
tempo.
Podemos conferir essa hipótese ao que dizem Alessandra Sirigni e Inês Gouveia, “Mais do que uma mídia, muito além de um
simples canal de comunicação, as interfaces abriram a possibilidade para
olhares diversos, próximos, ou distantes, uma ou cem vezes por dia”. A
facilidade que essas ferramentas proporcionam fazem com que esses espaços
acabem se aproximando do público, uma vez que o mesmo resolva ter acesso a tais
informações.
Assim, essa ferramenta pode ser vista como um
meio de aumentar seu público e alcançar novo público, o que não conseguia com os
recursos convencionais que utilizava.
Segundo
Rosali Henriques, só pode ser considerado museu virtual aquele que tem suas
ações museológicas, ou parte delas, trabalhadas num espaço virtual. Logo, os
museus virtuais são aqueles que trabalham o patrimônio por meio de ações
museológicas, mas que não necessariamente têm suas portas abertas aos
utilizadores em seu espaço físico (Rosali, Anais do MNH, 2007,
p.250). Assim, tanto aquele espaço virtual que não possui acervo material, pode ser considerado um museu. Para esse tipo, devemos tomar o cuidado, uma vez que seus arquivos e dados são armazenados em locais muito delicados e sensíveis. Logo se faz necessário garantir a proteção a esses bancos de dados.
Vale ressaltar que as exposições podem se
digitalizadas e disponibilizadas na internet, mas o tridimensionalidade será
perdida dependendo do método utilizado mas outras ferramentas poderão ser
adaptadas para implementar a experiência.
Atualmente cada vez mais a internet vem sendo
utilizada nas instituições museológicas. Tanto para a interatividade dos
visitantes quanto a disponibilização de informações nesses meios de
comunicação e a tendência é aumentar, visto que o consumo de tecnologia na nossa sociedade vem aumentando consideravelmente.
CONFIRA:
Um site interessante é o http://www.eravirtual.org/pt/ . Nele podemos ter acesso virtual a
diversos museus. É de fácil acesso e bem intuitivo. Com essa
ferramenta não é mais necessário ir até essas instituições para se conhecer o
seu espaço físico, mas uma coisa é certa, essas visitas sempre te deixam com um
gostinho de quero mais...
Outro site que vale a pena ser visitado é o http://www.conhecendomuseus.com.br/.
Nele temos uma gama de videos relacionados a museus que já foram visitados por
esse programa. Essa ferramenta também ajuda muito em divulgar os museus expor as
ações que os mesmos estão realizando.
07/11/2013
Harmonia em desarmonia em 1993
Em 1993 houve um disputa de território em Porto Alegre, entre dois grupos fortes de cunho cultural. O Parque Harmonia, situado no centro da cidade foi o motivo do conflito.
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| Parque Harmonia visto de cima |
O filme Harmonia de Jaime Lerner retrata o conflito entre duas manifestações culturais distintas. De um lado, a cultura tradicionalista gaúcha e de outro a cultura carnavalesca. O filme ilustra bem o quadro onde temos a cultura elitista contra a cultura popular.
A proposta dos carnavalescos era de construir um sambódromo no meio do parque, o que poderia favorecer tanto a cultura popular quanto a cultura tradicionalista. Já os tradicionalistas se impuseram com o argumento de que isso destruiria o parque e também ambientalistas eram contra, já que as árvores teriam que ser derrubadas para a construção do tal.
Mas ao decorrer do filme, algumas perguntas acabam sendo formuladas na cabeça do telespectador e algumas críticas implícitas acabam aparecendo no transcorrer do filme. A indagação sobre qual dos costumes deveria prevalecer é o ponto chave. Mas o diretor teve foco nas raízes desses costumes e isso possibilitou que houvesse uma avaliação
Mas essa mesma cultura e tradição serve para a segregação e auto afirmação dos que a defendem. Tanto carnavalesca quanto tradicionalista.
Ele parte da ideia de procurar quais são as origens do tradicionalismo, desmascarando esses costumes que começaram na década de 40. Segundo os relatos que estão no filme, as vestimentas que hoje são usadas em eventos tradicionais nada mais são que roupas usadas por "caipiras" antes da década de 40. O costume se iniciou com alunos do colégio "Julinho" onde queriam criar uma identidade cultural. Até aquele momento, as pessoas que tinham esses costumes eram ridicularizadas.
Mas logo isso foi mudando, e essa tradição foi sendo divulgada e aceita pelos "gaúchos".
Mesmo assim, houve essa disseminação dos costumes, e se tornou com algo característico das pessoas que moram no estado Rio Grande do Sul. Atualmente esses costumes são um meio de segregação e de identidade cultural, a qual representa muitos dos gaúchos no Rio Grande do Sul. O chimarrão e o churrasco são símbolos característicos que rementem aos costumes e tradições desse povo. Suas festas e tradições partem de uma mistura de povos nativos com os colonizadores espanhóis e portugueses, e também da migração de europeus nos séculos passados. Esse meio de construção de uma identidade cultural muitas vezes acaba se impondo sobre outras, não dando espaço para que as outras se sobressaiam. Isso pode acarretar consequências graves que veremos em outros posts.
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| Carnaval |
Já os carnavalescos aparecem no filme como uma cultura popular. O diretor mostra um pouco do trabalho e da preocupação dos mesmos nos ensaios e na produção dos carros alegóricos.
No Brasil, essa manifestação cultural passou a ser vista como algo de característica popular e com grande força no estado Rio de Janeiro. Algo com características alegres e que seja de fácil acesso para qualquer um que queira pular o carnaval.
O estado Rio Grande do Sul possui um caráter conservador alto, e isso foi um dos fatores pela repulsa do projeto de construção do sambódromo.
O Sambódromo acabou não tendo apoio suficiente para que fosse construído no parque Harmonia. A sua construção foi realizada em uma área periférica da cidade, no Complexo Cultural Porto Seco.
Vale a pena ressaltar que também houve a manifestação de quem costuma passear no parque, pois uma vez que o sambódromo fosse construído, não haveria uma área verde daquele tamanho naquela área nobre da cidade. Aí sim vale ressaltar que, de qual dos dois grupos é direito de utilizar o espaço? Dos tradicionalistas ou dos carnavalescos?
A segregação geralmente acarreta isso, aquele que não me representa não me interessa e se faz de tudo para que o "outro" seja "aniquilado" ou que seus costumes e tradições passem despercebidas.

Infelizmente isso ocorre com frequência por conta de interesses políticos que impedem que as camadas populares possam se expressar ou mesmo usufruir de bens públicos sem que haja um preconceito ou uma certa discriminação.
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| Foto: Luiz Armando Vaz |
O Sambódromo acabou não tendo apoio suficiente para que fosse construído no parque Harmonia. A sua construção foi realizada em uma área periférica da cidade, no Complexo Cultural Porto Seco.
Vale a pena ressaltar que também houve a manifestação de quem costuma passear no parque, pois uma vez que o sambódromo fosse construído, não haveria uma área verde daquele tamanho naquela área nobre da cidade. Aí sim vale ressaltar que, de qual dos dois grupos é direito de utilizar o espaço? Dos tradicionalistas ou dos carnavalescos?
A segregação geralmente acarreta isso, aquele que não me representa não me interessa e se faz de tudo para que o "outro" seja "aniquilado" ou que seus costumes e tradições passem despercebidas.

Infelizmente isso ocorre com frequência por conta de interesses políticos que impedem que as camadas populares possam se expressar ou mesmo usufruir de bens públicos sem que haja um preconceito ou uma certa discriminação.
Quem tem realmente o direito?
06/11/2013
Acesso ao inacessível
Quando discutimos acessibilidade imediatamente lembramos-nos
de inúmeras imagens, as quais a maioria remete a uma pessoa cadeirante, ou
alguém com uma bengala para poder se guiar em um espaço desconhecido.
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| Crédito: Karin Hildebrand Lau/Shutterstock.com) |
Há muita
discussão a respeito desse tema, e a resposta para essa discussão talvez se solucione
com uma pergunta: Quais são as modificações necessárias para que tenham uma
vida mais facilitada?
Para a pessoa que nasceu com deficiência nada é mais
normal para ela do que ela mesma. Na realidade, é o resto do mundo que é
diferente. Mas a partir do momento que ele sai de seu ambiente familiar ela
precisa se adaptar ao outro mundo, ou então estará fadada a ter uma vida
limitada devido a diferença na sociedade.
O fato é que somente agora a
sociedade se conscientiza que essas pessoas também possuem direitos como está
na Declaração de Direitos Humanos:
Todos são
iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da
lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole
apresente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação (UNESCO,
1948, p. 3).
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ARES BORGHESE (SÉCULO I a.c. OU II d.c.) |
Para se contextualizar,
vamos retroceder um pouco na história e ver como a pessoa com deficiência era tratada.
Cerca de dois mil anos atrás, o homem
dependia totalmente de seu corpo para realizar trabalhos. Estamos falando da
Grécia Antiga. Todos sabemos que a deficiência física não é um caso exclusivo
da sociedade contemporânea. Muitas das pessoas que viviam nessa época e
possuíam alguma deficiência poderiam sofrer atrocidades impostas por aquela
sociedade, eles eram "marginalizados
e até mesmo eliminados" (SCHEWINSKY, 2004).
Mesmo os soldados, que eram tidos como o
ápice de um corpo perfeito estavam expostos a se tornarem deficientes em
combates como a mutilação de membros. Dessa forma acabavam no limbo com os
deficientes.
A crença em deuses mitológicos
também enfatizava que o normal era ter um corpo belo. Através de esculturas daquele período podemos observar isso.
Com os
romanos não era muito diferente. "A eficiência era tida como
monstruosidade, fato que legitimava a condenação a morte dos bebês mal
formados.” (SÊNECA apud SCHEWINSKY, 2004).
Naquela época o corpo era
visto como algo para o prazer e guerra. (JATOBÁ e FRANCO, 2004).
Em Roma o sistema era patriarcal, e existiam até leis que protegiam o pai que matasse o filho que fosse deficiente. “A Lei
das XII Tábuas, na Roma antiga, autorizava os patriarcas a matar seus filhos
defeituosos”. Infelizmente essas barbáries eram cometidas nesse período, mas vale ressaltar que muito do conhecimento daquela época era empírico, por conta disso eles seguiam o que oráculos diziam, que muitas vezes eram sem nexo. Isso causava uma falta de conhecimento e que muitas vezes acabavam por interpretar informações de forma errada.
Na
idade média não era diferente, ainda mais quando um alto gral de ignorância por
parte do clero, o qual dizia que tais deformidades eram castigos divinos e
muitas vezes tais pessoas eram confundidas com “diabos” por conta do
corpo que era diferente.
No filme “O Corcunda de Notre Dame” podemos notar que o preconceito estava
intrínseco nas pessoas pois eram ignorantes e desconheciam o diferente. Cenas tocantes como quando criança, Quasímodo foi abandonado na porta da catedral de Notre Dame ou quando o mesmo foi humilhado em praça pública, ajudam a reforçar essa ideia de preconceito que existia desde aquela época.
Podemos
avançar um pouco mais e pular para o capitalismo. Aqui com as ideias fortes de
Ford a qual colocavam a linha de produção e o faturamento da empresa em
primeiro lugar, o deficiente físico não tinha vez. A ênfase na produção impedia
que esses exercessem os trabalho com a mesma destreza que os demais, dessa
forma estavam longe de entrarem em fábricas ou de participarem da sociedade.
Felizmente no mundo contemporâneo, todo esse quadro de repúdio a pessoas com deficiências físicas vem mudando.
De
alguns anos para cá é que se começou a se problematizar isso. Esse processo vem
tomando força, pois cada vez mais são implantadas políticas de inclusão,
fazendo com que as pessoas portadoras de deficiência saiam mais e utilizem
os espaços públicos que também são de seu direito. A partir do momento que elas saem e mostram ao mundo que existem e que também possuem direitos, provam que realmente há uma
demanda de serviços que atendam a esse público.
A séculos atrás os locais públicos não possuíam acessibilidade, pois como vimos anteriormente, essas pessoas era excluídas da sociedade. Assim, muitos dos lugares atualmente não possuem rampas, pisos táteis, ou mesmo pessoas capacitadas para receber e atender adequadamente pessoas com deficiência.
Atualmente esse paradigma vem mudando. Centros culturais abertos para o público que atualmente vem sendo construídos, são extremamente adaptados para essas pessoas,
isso por causa de políticas públicas, criação de leis de inclusão e também pela interferência e ação dos gestores museológicos.
Esse ultimo tem papel fundamental na gestão desses centros. É ele quem define quais serão as tarefas que serão priorizadas. Assim, cabe a este se preocupar com a acessibilidade do lugar, uma vez que o público deficiente deve ser atendido de forma adequada. O fator que muitas vezes acaba atrapalhando para se proporcionar a acessibilidade é o caso de o espaço físico não estar adaptado, uma vez que o gestor depende de recursos para se fazer as modificações adequadas. Sendo o espaço um patrimônio tombado, acaba dificultado mais ainda, pois assim o gestor acaba caindo na seguinte questão: preservar ou acessibilidade?
Sabendo disso, cabe ao gestor realizar coisas que estão ao seu alcance. Proporcionar acessibilidade na exposição também é algo muito importante pois é por causa disso que as pessoas querem ir a esses locais. Pessoas treinadas para o atendimento são de fundamental importância, mas esse tipo de serviço as vezes acaba sendo muito custoso para a instituição. Assim, o gestor deve problematizar e pensar em outros meios para dar acessibilidade, gastando menos recursos da instituição. É claro que, se a instituição dispõe de recursos para tal serviço, é obvio que o gestor deve optar pelo melhor e que abranja uma quantidade maior de pessoas com deficiência. Cegos, surdos, cadeirantes etc.
![]() |
| http://www.rinam.com.br/quemsomos.php |
Pensando nisso, o gestor tem uma série de ferramentas que podem ajudar como sites com informações e empresas que possibilitam uma troca e também a prestação de serviços para que os gestores possam realizar esse trabalho, trazendo a acessibilidade para pessoas com deficiência.
Vale ressaltar também que esse
processo não cabe apenas ao gestor, pois esse gerencia os processos
dentro desses espaços culturais com apoio de políticas públicas e também com recursos ou do estado ou privados. Ou seja, ele só terá condições de fazer grandes mudanças caso tenha apoio de outras partes envolvidas nesse processo.
Na aula de Museologia no Mundo Contemporâneo, tivemos a oportunidade de conhecer Anajara Carbonell, uma simpática pessoa a qual realizou uma pesquisa na Casa de Cultura Mario Quintana a respeito de acessibilidade para pessoas com deficiência física.
Essa conversa e a apresentação de seu documentário foram de fundamental importância para os alunos de museologia. A problematização do conteúdo foi de extrema importância para que nós, possivelmente futuros gestores de museus, acordássemos e tivéssemos a consciência de que o museu é coisa séria e o acesso ao mesmo também é de fundamental importância.
Ela expôs também que coisas que já estão adaptadas para deficientes podem se tornar um transtorno se forem planejadas de forma incorreta. Banheiros, rampas, elevadores, e muitas outras coisas que ela mostra no vídeo em que gravou na Casa de Cultura Mário Quintana servem para frisar isso e mostrar como o papel do gestor é importante e como o atendimento a essas pessoas é delicado, demandando não só da adaptação do espaço físico mas também a capacitação dos colaboradores da Casa de Cultura.
Na aula de Museologia no Mundo Contemporâneo, tivemos a oportunidade de conhecer Anajara Carbonell, uma simpática pessoa a qual realizou uma pesquisa na Casa de Cultura Mario Quintana a respeito de acessibilidade para pessoas com deficiência física.
Essa conversa e a apresentação de seu documentário foram de fundamental importância para os alunos de museologia. A problematização do conteúdo foi de extrema importância para que nós, possivelmente futuros gestores de museus, acordássemos e tivéssemos a consciência de que o museu é coisa séria e o acesso ao mesmo também é de fundamental importância.
Ela expôs também que coisas que já estão adaptadas para deficientes podem se tornar um transtorno se forem planejadas de forma incorreta. Banheiros, rampas, elevadores, e muitas outras coisas que ela mostra no vídeo em que gravou na Casa de Cultura Mário Quintana servem para frisar isso e mostrar como o papel do gestor é importante e como o atendimento a essas pessoas é delicado, demandando não só da adaptação do espaço físico mas também a capacitação dos colaboradores da Casa de Cultura.
Assim, deve-se perceber que essas pessoas estão conquistando seu espaço na idade contemporânea, mais especificamente no século 21. Eles adquiriam voz e estão dispostos a mudar o preconceito e quebrar as barreiras físicas e esteriótipos impostos pela sociedade.
Em espaços culturais, se faz de fundamental importância o museólogo que esteja preocupado com a acessibilidade e o melhor atendimento para pessoas que precisam.
12/10/2013
Museu do tropeirismo gaúcho. A semente está plantada
Nada
melhor do que isso para levantar a questão do tropeirismo no Rio Grande do Sul.
A iniciativa de realizar essa exposição partiu dos três alunos do curso de
museologia, Guilherme Felipe Silva, Diogo Neumann, e Ronaldo Milanez. Nós
resovemos tratar desse assunto, pois era algo que poderia ser encaixado com as
festividades da semana farroupilha. Para explicar um pouco mais, tenho que
aprofundar no que é a semana farroupilha.
Esse é um tipo de festividade que ocorre aqui no Rio
Grande do Sul, com o propósito de exaltar e relembrar os feitos históricos dos
guerrilheiros que lutaram na guerra de farrapos. Esse período conta com o
pessoal que se interessa por essa parte da historia. O interessante é ver os
gaúchos saindo de casa com roupas típicas que são chamadas de PILCHA GAÚCHA,
algo que é diferente do resto da cultura do Brasil. O 20 de setembro é
comemorado pelo estado todo, sendo um dos feriados estaduais.
Foto retirada do site: http://gederbarbosa.blogspot.com.br/2010/01/lei-da-pilcha-completa-21-anos.html
A primeira impressão de onde acorrem as festividades era
um foco de incêndio em Porto Alegre. Mas depois que entrei no Parque Harmonia
me deparei com vários “Piquetes”, espécie de casas feitas de madeira, onde
geralmente servem carne e recebem seus convidados. Foi em um desses piquetes
que realizamos a exposição.
A exposição foi realizada com a intenção de exaltar os
tropeiros gaúchos, fazendo uso de memórias de descendentes desses pioneiros,
colocando em foco os objetos utilizados nessas grandes empreitadas. A exposição
contou com a palestra de um perito nessa área, e também com a visitação de
várias escolas do ensino fundamental. Ainda para finalizar com chave de ouro, o
nosso trabalho contou com a presença dos alunos do segundo semestre de
museologia do ano de 2013. Foi realizado uma aula a qual a professora Zita
Rosane Possamai nos agraciou com sua presença.
Nessa aula a professora abordou o texto de Luís Augusto Farinatti: ''Os gaúchos e os outros'', discutindo
sobre como pode ser criada uma identidade para um determinado grupo e a razão do
estado querer realizar isso.
Discorrendo sobre a temática, a criação dessa identidade é por um lado uma forma de fazer com que esse determinado grupo possua algo que possa representa-los e sobrepor sua cultura sobre as outras. A professora, aproveitando uma das fotos na exposição pegou justamente a de um homem montado a cavalo e contra a luz do sol, dessa forma não se podia ver seu rosto, determinar cor de pele entre outras características. Mas, perguntando para os alunos, o paradigma foi alcançado, pois quase todos chegaram à conclusão de que imaginavam o “gaúcho montando” como se fosse o mesmo personagem, tendo quase que as mesmas características.
Discorrendo sobre a temática, a criação dessa identidade é por um lado uma forma de fazer com que esse determinado grupo possua algo que possa representa-los e sobrepor sua cultura sobre as outras. A professora, aproveitando uma das fotos na exposição pegou justamente a de um homem montado a cavalo e contra a luz do sol, dessa forma não se podia ver seu rosto, determinar cor de pele entre outras características. Mas, perguntando para os alunos, o paradigma foi alcançado, pois quase todos chegaram à conclusão de que imaginavam o “gaúcho montando” como se fosse o mesmo personagem, tendo quase que as mesmas características.
Isso era a unidade
que a professora queria chegar, e a essa idealização de cultura, costumes e
tradições. Isso é o que geralmente une uma nação, fazendo com que a população
sinta conforto ou ale disso, consiga impor seus costume sobre um outro povo. Essas
diferenças possuem na cultura um foco especial, como uma forma de mostrar que
essa cultura é diferente das demais e consequentemente melhor que as outras.
02/10/2013
Museólogo e Não-Museólogo Qual é o melhor gestor de museu?
Resumo
SILVA,
Júlia Algustoni. GESTORES MUSEOLÓGICOS E
GESTORES NÃO-MUSEOLÓGICOS: uma análise para além da paixão em museus. Porto
Alegre, UFRGS, 2012, 72 p.
Esta
pesquisa tem o intuito de analisar a gestão de museus no panorama geral do país
com foco no Rio Grande do Sul. Aponta como os gestores de museus do Rio Grande
do Sul estão exercendo esta atividade na contemporaneidade. Procura saber se entre
museólogos e não museólogos há um mais capacitado para a gestão de museus ou se
o bom trabalho nessas instituições ocorre independente da formação do gestor.
Tenta traçar um perfil do modo de gestão de museus da atualidade a partir de
literaturas específicas e entrevistas com diretores. Procura as exigências
mínimas para a atuação nessa área. Analisa a atuação dos museólogos em quatro
instituições museológicas. Aborda também a necessidade de enfoque do curso de
museologia na área administrativa, a qual tem sido pouco contemplada atualmente.
A pesquisa ainda ressalta que atualmente são 14 cursos de museologia no Brasil,
dentre as disciplinas ministradas nesse curso são apenas 12 que possuem
“gestão” em seu nome, e 18 relacionados com o tema. Isso é apontado por dados
retirados do site do IBRAM em 2009. Em outro aspecto, os pilares e métodos de
obtenção das informações para a realização do trabalho foram embasados em
quatro tópicos: Gestão de Museus e Gestores, Museologia e Gestão, Sua Gestão e
Fatores externos. Partindo desses pilares, a autora realiza uma pesquisa
qualitativa com quatro indivíduos, os quais foram ou são gestores de museus
situados no estado do Rio Grande do Sul. Através de entrevistas ou
correspondência, eles trocaram informações, responderam um questionário baseado
em um roteiro que segue os quatro pilares já mencionados aqui. Logo pode-se
notar no trabalho que a área desse profissional é ampla e depende de sua boa
vontade e determinação para que desempenhe seu papel na instituição
corretamente. Os entrevistados intitulados como não museólogos concluem que é
de fundamental importância que o museólogo exerça esse papel, pois é o mais
preparado. Por outro lado, os museólogos já vão além, enfatizando que se deve
ter um profissional da área de administração auxiliando nas tomadas de
decisões. Concluindo, os estudos realizados nessa área devem privilegiar a
administração com enfoque nos museus. Muitos dos problemas enfrentados nas
instituições são a falta de recursos que impede a execução de projetos
idealizados pelos gestores e também a falta da mão de obra especializada,
fazendo com que o gestor supere as adversidades. Enfatiza ainda que o curso no
estado ainda é muito novo, mas que a gestão de museus deve ser trabalhada no
currículo do aluno. Ressalta também que pelo caráter multidisciplinar do curso
de grande ênfase dos entrevistados na necessidade de se ter um profissional da
área de administrativa no grupo de gestão do museu. Logo, o autor não afirma
qual gestor seria o mais indicado para o cargo, sendo que as duas partes são
necessárias e podem contribuir na gestão do museu.
Palavras-chave: Museologia,
Gestão, Gestão de
Museus. Gestores.
18/09/2013
Resenha-O museu conquista novas mentes e espaço no país
O
museu conquista novas mentes e espaço no país
Atualmente se percebe um grande investimento do setor público na
área cultural do país. Isso é um ponto positivo, e cada vez mais muitos
projetos tomam grandes proporções.
No texto, “O museu conquista novas mentes e espaço no país”, Fábio
Magalhães, aborda em um aspecto positivo o panorama brasileiro de museus no
Brasil, mesmo que o mesmo esteja enfrentando várias dificuldades políticas e
financeiras. É claro que isso ocorre por conta de vários incentivos fiscais
para vários projetos nessa área.
Segundo o professor e museólogo, esse fato ocorre por conta da
ascensão das classes mais baixas que acabam entrando nesse mercado e se
tornando consumidores, ainda sim, ele aponta outra fatia de consumidores, os
jovens. Isso se dá por conta deles estarem descobrindo agora os museus como um
entretenimento “novo” e em ascensão.
Ainda segundo o autor é necessário cativar e provocar o público
trazendo uma museologia mais rica de informações, “o museu é agente vivo, que
comunica e traduz uma vertente cultural, histórica e social”.
Atualmente o há muitos incentivos e desde 2009 isso vem ganhando
mais impulso graças ao IBRAM-Instituto Brasileiro de Museus. Desde o início
teve-se foco na visitação e estabeleceu dinâmicas de oficinas para museus. Hoje
essa instituição tenta expandir os museus para além das capitais o que é algo
bom para o resto da população que não tem condições de chegar a esses grandes
centros.
O autor do texto ainda dá ênfase em alguns museus que conseguiram
mudar o status da comunidade em que estava inserido, como os exemplos Instituto
Iberê Camargo, em Porto Alegre (RS) e o Centro de Arte Contemporânea de
Inhotim. Ele ainda afirma que há um grande empenho por parte das instituições
governamentais e da sociedade civil para o melhoramento dessas instituições.
MAGALHÃES,
Fábio. O museu conquista novas mentes e espaço no país. Veículo
http://www.revistamuseu.com.br/emfoco/emfoco.asp?id=37442. Brasil, 21/08/2013
15:35.
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