Olá pessoal, já estamos chegando no final do semestre e a galera está muito empolgada com a exposição que está ocorrendo em Brasilia.
Acho que trazer um pouquinho sobre essa exposição é valido, uma vez que nosso dever agora é contextualizar as exposições que futuramente trabalharemos como museólogos em um mundo contemporâneo.
A ideia partiu de uma amiga que conheci no VI ENEMU. Andressa Araújo teve a ideia de montar uma exposição a respeito de relacionamentos que não deram certo e qual a sua relação com os objetos que nos remetem as memórias de tal ocorrido.
Essa exposição também tem bastante a ver com o que estudamos com a professora Lizete na disciplina de Informação e Memória Social. Vimos a relação que os objetos tem com relação as memórias. Os dois autores que posso trazer aqui são POMIAN o qual discorre a respeito da importância do objeto no processo de preservação da memória e IZQUIERDO o qual fala sobre as relações das emoções e sentimentos que temos em determinadas experiencias e que dependendo das intensidade destas nos recordaremos com mais facilidade.
A partir da salvaguarda de objetos se faz possível preservar memórias. A preservação de relíquias, fragmentos de um ser ou um objeto possibilita ser transmitido de indivíduo para indivíduo, assim se fazendo a transmissão das memórias. Em muitas épocas, alguns objetos foram criados com esse propósito: uma coroa, uma tela, um livro (POMIAN, 2000, P. 508).
"as memórias são fruto do que alguma vez percebemos ou sentimos”(IZQUIERDO, 1987).
Já essa trado esse recorte pois acho interessante pensarmos em exposições inovadoras e que atraiam a atenção do público. Acredito que seja esse o papel das exposições contemporâneas, conseguindo trazer conhecimento para o visitante e ao mesmo tempo servindo como um entretenimento.
Mas voltando à exposição, os objetos expostos são de pessoas que já sofreram com o amor e quiseram dar o seu depoimento ou doar algum objeto com relação ao seu ex-amor.
O PROJETO
O amor é sempre um tema que desperta interesse tanto quanto o término de um relacionamento, por isso essa é uma temática de interesse geral, que trata de relações íntimas e memórias pessoais, mas que ao mesmo tempo anseia ser compartilhada.
A exposição pretende atingir um público específico dentro da Universidade de Brasília, pois é possível perceber que cada término, por mais particular que seja, possui características a qual todos podem se identificar, afinal de contas, quem nunca sofreu por amor?! Sendo assim, o término de relacionamentos amorosos foi escolhido como objeto de estudo dos alunos da disciplina Museologia e Comunicação IV da Universidade de Brasília. Inspirados no museu Croata Museum of Broken Relationships, a ideia da exposição é falar sobre os términos de relacionamentos afetivos, como as pessoas lidam com o fim do relacionamento e como elas simbolizam esse fim em objetos e relatos. É bem possível que você se reconheça em algumas histórias, reflita e tenha várias sensações no decorrer da exposição.
PROGRAMAÇÃO
20/11 – Abertura com as performances
"Nós Marilias" por Nadja Dulci e "Pedaço" por JP Souza
21/11 – 13:00 Debate “A separação e os conflitos de gêneros”
Nadja Dulci – atriz, produtora cultural, arte educadora
Luana Ferreira – historiadora, produtora cultural e arte educadora
Dra. Tatiane Lionço - Doutora em Psicologia, ativista feminista e membro fundadora da Cia. Revolucionária Triângulo Rosa
22/11 14:00 “Vamos conversar? A experiência de um psicoterapeuta em processos de separação”
Ms. Aroldo Ferreira Mendes
26/11 14:00 Debate com os diretores dos filmes expostos
Ig Uractan Freitas Carvalho – Paixão traduzida”
Pedro Beiler – “Somos todos inocentes”
Vinícius Fernandes – “Pelo Caminho"
Maurício Chades – “Um copo d’água”
O link abaixo é de uma matéria a respeito da exposição que saiu na rede Globo:
E para mais informações acessem o site da exposição:
Gostaria que os colegas de classe que visitarem o blog por favor deixem algum comentário para que possamos discutir a respeito de exposições na atualidade e qual a sua significância para os visitantes.



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